domingo, 26 de abril de 2020

Exposição "VALBANERA, 100 años en la memoria"

Vamos recordar a exposição que aconteceu no Museu Elder de Ciência e Tecnologia, na cidade de Las Palmas, onde foi apresentado a maior colecção do naufrágio do navio espanhol 'Valbanera', com dezenas de testemunhos e materiais inéditos atravès das Associações Cultural Salsipuedes e  Canária de Colecionistas Maritimos.
Um museu que desta vez mostrou em exposição o que aconteceu na última viagem do navio a vapor Valbanera, cujo naufrágio foi o maior desastre naval espanhol em tempos de paz, com 488 pessoas a bordo e se tornou um episódio simbólico da emigração das Canárias.  
O vapor Valbanera , era um navio espanhol pertencente à companhia de navegação Pinillos Izquierdo y Compañía, que no verão de 1919 deveria transportar centenas de emigrantes das Ilhas Canárias e outros de várias regiões Espanholas para Porto Rico e Cuba. 
Foi um privilégio ter visitado esta exposição em Novembro de 2019, a convite do historiador e escritor naval Juan Carlos Diaz Lorenzo,  também recebeu agradecimento sobre este trabalho em exposição.
O naufrágio do vapor Valbanera significa um ponto histórico da emigração das Canárias para mostrar uma época dura, que os ilhéus procuravam de viver e sobriviver, muitos tomaram uma decisão de deixar suas terras em busca de um futuro melhor, como idêntico aconteceu na Madeira e embarcavam nos navios para as Américas.
 O trágico episódio do vapor "Valbanera" ocorreu na noite de 9 a 10 de setembro de 1919, depois de não poder entrar em Havana, na ilha de Cuba,  devido a um ciclone, o navio saiu para o mar aberto, afundando nas águas do estreito em Key West na Flórida, nos Estados Unidos com 488 pessoas a bordo. 
Sendo o maior desastre marítimo espanhol, sem ser em guerra até hoje, em 2019,  esta exposição veio comemorar um século depois, a  história do naufrágio "Valbanera", que envolveu trabalhos de pesquisa minucioso e um resgate de peças e artefactos esquecidos, reunindo dezenas de parentes descendentes dos passageiros a vapor.  

A exposição conta um pouco do que aconteceu na última viagem do vapor  "Valbanera", com documentos e materiais, que reflectem as histórias dessas famílias, tripulantes, emigrantes e clandestinos, que estavam a bordo, histórias, a grande maioria das quais são filhos e netos, cujos pais e avós estavam a bordo do navio.
 Quanto aos materiais não publicados, a amostra possui um parafuso e uma vigia que foram resgatados nos únicos dois mergulhos e com baús, brinquedos, vestidos e documentos, que chegaram do vapor "Valbanera" em Gran Canaria. 
 A descrição do barco, as condições da viagem, a jornada e o mistério do naufrágio completam a galeria, para destacar sua importância e comemorar um centenário no Elder Museum Foundation.
 Nestas travessias transatlânticas entre Espanha e América existia infelizes acontecimentos, como exemplo por uma epidemia de gripe espanhola, desencadeou a bordo do vapor Valbanera em sua última viagem de Cuba às Ilhas Canárias.
 Em 9 de agosto de 1919, a Inspeção de Navios concedeu o aval para que o vapor deixasse o porto de Barcelona, ​​com 98 passageiros a bordo, chegando o vapor Valbanera a 11 de Agosto, a Valência, embarcou mais 121 passageiros e o navio rumou a Málaga com chegada no dia 13, que desembarcou um casal e uma senhora e embarcou 34 passageiros.
Nesse mesmo dia, o vapor partiu com destino a Cádiz, onde embarcou mais 76 pessoas com próxima paragem nas Ilhas Canárias, com um total de 326 passageiros a bordo, chegando no 17 Abril, no  Puerto de La Luz, em Las Palmas de Gran Canaria, onde embarcaram 243 passageiros.
 Rumou a Santa Cruz de Tenerife, numa escala de três dias, onde a esposa do capitão abandonou o navio e embarcou 212 pessoas e depois rumou a Santa Cruz de La Palma.
 Depois de dez dias navegando no Atlântico, o vapor Valbanera terminou a viagem transatlântica no porto de San Juan, em Porto Rico, quando a indústria açucareira estava em expansão e depois ruma a ilha de Cuba.
  Perto 500 passageiros ficaram em Santiago de Cuba, em 7 de setembro de 1919, enquanto o vapor "Valbanera", ainda estava ancorado, quando o Observatório Nacional de Cuba comunica um ciclone detectado nas Caraíbas,  partiu de Santiago, com destino a Havana com 488 passageiros e não chegou ao porto de destino, ficando afundado a pouca profundidade, perto de Key West. 
Alguns dias depois, uma declaração da companhia de navegação Pinillos Izquierdo y Compañía acabou com as esperanças das famílias das vítimas.
Text and images copyrights; Texto e imagens com direitos reservados; Sergio Ferreira-Funchal.

sábado, 25 de abril de 2020

Trabalhos de navios mercantes nos estaleiros Lisnave

Hoje registamos imagens dos navios mercantes o cargueiro BOCS SPIRIT  e o navio de transporte de granel o UNITY EXPLORER, na sua entrada do estuário do rio Sado em Setúbal, a navegar rumo ao Estaleiro Naval da Lisnave para trabalhos de reparação e manutenção.

O navio de carga geral BOCS SPIRIT, chegou ao estaleiro da Lisnave, proveniente do porto de Viana do Castelo, foi construído em 2008, pelos estaleiros Xingang Shipbuilding Heavy Industry, na cidade de Tianjin na China,  actualmente com 12 anos e actualmente com registo na Madeira e  navegando sob a bandeira Portuguesa .
O navio UNITY EXPLORER  chegou no dia 22 de Abril, ao estaleiro Naval Lisnave, com a sua proveniência de Iskenderun na Turquia, é um navio graneleiro construído em 2016, tem 4 anos e atualmente navegando sob a bandeira das Bahamas .
Text and images copyrights; Texto e imagens com direitos reservados; Rui Agostinho, Lisboa.

sexta-feira, 24 de abril de 2020

NRP Sagres em Mindelo, Cabo Verde para regresso a Portugal

O navio escola NRP Sagres da Marinha Portuguesa chegou à ilhas de Cabo Verde, pois tinha a finalidade de realizar uma circum-navegação 2020 com duração de 371 dias, teve de ser interrompida devido a pandemia COVID19.
 A NRP Sagres estava no seu sexto porto da viagem que era Buenos Aires, na Argentina a cumprir o programa das Comemorações do V Centenário da Circum-Navegação de Fernão de Magalhães 2020, mas devido a chegada na Europa da pandemia, o Estado Português ordenou o seu regresso a Portugal. A chegada a Mindelo, na ilha de Cabo Verde aconteceu pelas 15h do dia 22 de Abril, o veleiro NRP Sagres, ainda se encontra atracado no porto para reabastecimentos, tendo nos próximos dia partida para Lisboa.
Text and images copyrights; Texto e imagens com direitos reservados; Sergio Ferreira-Funchal.

quinta-feira, 23 de abril de 2020

Paquete Grand Classica registado na Madeira

Em 13 de Dezembro de 2017, foi revelado pela Costa Cruises, que o navio Costa neoClassica, havia sido comprado pela Bahamas Paradise Cruise. Line, que renomearia o navio Grand Classica, tendo o porto de registo alterado de Génova para Madeira no MAR - Registo Internacional de Navios da Madeira e navega com bandeira Portuguesa.
O Grand Clássica (ex.Costa neoClassica) é um navio que foi construído em 1991, pelo estaleiro Fincantieri - Cantieri Navali Italiani S.p.A. de Marghera na região industrial de Veneza, pertenceu a armadora italiana Costa Crociere S.p.A. durante 27 anos.
O navio Grand Clássaica passou por reformas e remodelações nos anos de 2001 e 2005, no final de 2014, para se juntar ao conceito neoCollection, conceito de elite de navios da frota Costa Cruises, que são menores e oferecem uma experiência de cruzeiro mais tradicional e requintada, com serviço considerado premium. 
O navio Grand Bahama começou a fazer viagens do porto de Palm Beach a partir de 13 de abril de 2018, de ida e volta de 2 dias para Nassau, nas Bahamas onde foram retiradas estas imagens.
Uma curiosidade foi a grande reforma do Costa Clássica estava programada para ocorrer entre novembro de 2000 e início de 2001. No verão de 1999, a Costa Cruises, contratou a um estaleiro Cammell Laird do Reino Unido, para construir uma nova secção de 44,8 m para prolongar o navio para 265,4m. O alongamento também veria ser uma reforma dos interiores do navio com design modernos e adicionar novas áreas e camarotes.
A nova secção foi construída e pronta para a chegada do navio, que nunca chegou ao estaleiro na data programada, pois a Costa Cruises,  cancelou a remodelação. Esse cancelamento do contrato foi em parte responsável por levar o construtor de navios a entrar em liquidação em abril de 2001. A seção construída que foi construída nunca foi adicionada ao navio e vendida para sucata mais tarde.
Text and images copyrights; Texto e imagens com direitos reservados; Sergio Ferreira-Funchal